A mão de Chico Xavier
A reunião está prestes a começar. As portas humildes da casa de oração há muito estão abertas, convidando à fé. Lá fora, inúmeros veículos estacionados descansam das centenas de quilômetros vencidos... A massa humana acotovela-se para participar do ágape divino. São mães que estampam nas faces o arco-íris da esperança; jovens que começam a tatear em busca da solução dos enigmas que acabrunham as suas frontes juvenis; companheiros que esperam… Em quase todos os semblantes percebe-se, sem dificuldade, a marca da dor. Quase ao centro da sala de reuniões, que mais se assemelha a um oásis de luz, uma mesa de madeira, rodeada por algumas cadeiras, recepciona amigos ligados mais diretamente ao programa doutrinário da noite. A expectativa é geral. Muitos manuseiam livros como se estivessem saciando uma sede de muito tempo. Outros oram, de espírito reverente e humilde ante a Divindade. Um homem simples consulta, na cabeceira da mesa, dois livros encadernados, escolhendo, por certo, as lições...