O homem ante a vida
No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. Quem somos? Donde viemos? Onde a estação de nossos destinos? À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do ser, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto. Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha. Reconhece a estreiteza do círculo em que respira. Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve. Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela. Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo q...