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O Grupo Reajustado

Instalara-se o grupo de aprendizes do Evangelho, rogando trabalho. Alfredo Saraiva, o farmacêutico do bairro, foi aclamado dirigente. Olímpico Caramuru e Otávio Mafra, dois comerciários prestigiosos, prometiam cooperar. Dona Ofélia e Adão Cunha, velho casal da esquina, suspiravam pelas sessões. Dona Amanda e Dona Gertrudes ofereciam serviços mediúnicos. Dona Generosa, viúva desde muito tempo, alegava a necessidade de oração. João Pires, o dono da casa, não cabia em si de contente.  Nove pessoas ao todo.  Depois da prece inaugural, manifesta-se Irmã Clara, através das faculdades de Dona Amanda. Afirma-se confortada, feliz. A formação do conjunto repercutira no Além. Instrutores amigos haviam registrado os votos da pequena comunidade. Os companheiros haviam pedido trabalho e o trabalho não faltaria. Em nome de vários mentores espirituais, ali se achava igualmente interessada em servir. O grupo bem afinado funcionaria como valiosa instrumentação para o socorro celeste. Ninguém...

Homenagem a Kardec

Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana O Cristo em nova luz — revivescida aurora! — E onde estejas serás, eternidade afora, A verdade sublime em que o mundo se irmana. Em teu verbo solar, a justiça se ufana De aclarar, consolando, o coração que chora, A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora E a vida, além da morte, esplende soberana!… Escuta a gratidão da Terra… Em toda parte, A alma do povo freme e canta ao relembrar-te A presença estelar e a serena vitória. Gênio, serviste! Herói, exterminaste as trevas!… Recebe com Jesus, na bênção a que te elevas, Nosso preito de amor nos tributos da História. Espírito Amaral Ornellas, do livro Doutrina e Vida, psicografado por Chico Xavier.  

Destaque

E habitualmente são alvo de sarcasmos e apreciações deprimentes.  São homens que as circunstâncias colocaram nas grimpas dos interesses coletivos ou mulheres transportadas para as mais altas galerias da fama, em vista de razões que nem elas próprias saberiam explicar.  E, por vezes, se fixam demoradamente nessas situações, qual se não tivessem outro que fazer, senão colecionar aplausos e comentários, frequentemente vazios, das multidões.  Se pensas por esse prisma, com respeito a esses nossos irmãos, apelidando-os por “ídolos do público”, anota, em sã consciência, quanto lhes custa o destaque.  Quantos problemas carregará o homem representativo, para que a vida comunitária não sofra qualquer mutilação na própria segurança?  Quantas ameaças surgem à porta das criaturas que se consagram à prática do bem a fim de que desistam da perseverança que lhes marca a presença nas boas obras?  Quantas mãos conseguem a própria subsistência no trabalho da apresentação ...

No dia da Pátria

O Brasil celebra hoje (7 de setembro de 1935) o seu "Dia da Pátria". As bandeiras ouro e verde serão desfraldadas aos quatro ventos. Nas grandes cidades serão ouvidos os ecos dos clarins, nas paradas militares, e uma vibração de entusiasmo percorrerá o coração dos patriotas.  Sei também que muitas personalidades desencarnadas, que antigamente lutaram pela organização da nacionalidade, hoje se voltam para São Sebastião do Rio de Janeiro, onde pretendem participar das cerimônias comemorativas; muitos dos chefes tapuias e tupis, legítimos donos da terra conquistada pelos portugueses, ainda no espaço não desdenharão igualmente de passear os olhos pelo cenário das suas passadas existências, recordando hoje as suas tabas solitárias, os seus costumes, que os brancos perverteram, a imensidade das selvas e as belezas melancólicas das suas praias desertas.  Todavia, lembrando Paicolás, reconhecerão alguns benefícios de sua influência, ao lado de seus inumeráveis defeitos. Hão de con...

Agora é o dia

Escuta, meu irmão, agora é o dia.  Em que a Bênção Celeste nos coroa,  Convidando à tarefa clara e boa  De espalhar a alegria.  Desce do altar caseiro a que te elevas  E acende sobre a noite de quem chora   Uma réstia de aurora,  Adelgaçando as trevas…   Assinala, mais perto,  De coração fiel, amigo e atento,  O dorido lamento  Dos que passam clamando no deserto.  É a miséria sem lar vagando além,  A ignorância, torva e envilecida,  A criança perdida  E o doente cansado sem ninguém…   Desce do pedestal nobre e sublime  Em que a glória da fé te ilustra o nome,  Trazendo o pão onde se estenda a fome  E a luz de Deus onde corveje o crime.  Sobre o abismo das lágrimas debruça  O coração tranquilo e consolado  E encontrarás Jesus crucificado  Em cada peito humano que soluça…   Em ti que trazes, rútilo e fecundo,  O brasão do Evangelho na alma ard...

Coragem

Amigo, É verdade que em tuas relações com Deus: —pediste o dom da saúde e a saúde é um dos maiores tesouros da vida; —rogaste a bênção da paz e a paz é o alicerce de todo equilíbrio; —suplicastes o apoio do afeto e o afeto é um refúgio sublime; —deprecaste a luz da compreensão e a compreensão é a base da segurança; —requestaste o privilégio da liberdade e a liberdade é a força que te mede o aprimoramento; —imploraste a proteção da simpatia e a simpatia é o estímulo da ação; —Solicitaste o amparo da cultura da inteligência e a cultura é o instrumento que te faz discernir; —Requisitaste o socorro do trabalho e o trabalho é o motor do progresso. Entretanto, para que obtenhas saúde e paz, afeto e compreensão, liberdade e simpatia, cultura e trabalho, não prescindes de uma alavanca, da qual nem sempre te lembras nas petições à Providência Divina – a alavanca da coragem – a coragem de servir e viver. É por isso, leitor amigo, que te oferecemos as páginas simples deste livro. Elas traduzem...

Caminha

A tarefa com Jesus é semelhante a grande caminhada.  Em plena marcha, compreenderás que o serviço do bem não te permite o luxo do repouso desnecessário.  Os apelos para que te interrompas surgem, habitualmente, de muitos modos.  É o cântico das sereias da antiga imagem literária, induzindo-te a distrações, que te imobilizem no esquecimento.  É a lamentosa alegação de cassandras do pessimismo, inventando fadigas que não sentes, tentando paralisar-te.  São companheiros que se envolvem na trama de intrigas e melindres a te requisitarem para o desequilíbrio.  São amigos que te deixam a sós, receando perder as vantagens que os vinculam a paixões possessivas.  Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.  Seja qual for o convite que te façam para que te detenhas no campo cinzento da inércia, não te prendas a semelhante domínio da sombra.  Serve e caminha.  Espírito Emmanuel, do livro Convivência psicografado por Chico Xavie...