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Nos serviços de cura

(Recebido Diretamente) NÃO basta rogar ajuda para si.  É indispensável o auxílio aos outros. NÃO vale a revelação de humildade na indefinida repetição dos pedidos de socorro. É preciso não reincidirmos nas faltas. NÃO há grande mérito em solicitarmos perdão diariamente. É necessário desculparmos com sinceridade as ofensas alheias. NÃO há segurança definitiva para nós se apenas fazemos luz na residência dos vizinhos. É imprescindível acendê-las no próprio coração. NÃO nos sintamos garantidos pela certeza de ensinarmos o bem a outrem.  É imperioso cultivá-lo por nossa vez. NÃO é serviço completo a ministração da verdade construtiva ao próximo. Preparemos o coração para ouvi-la de outros lábios, com referência às nossas próprias necessidades, sem irritação e sem revolta. NÃO é integral a medicação para as vísceras enfermas.  É indispensável que não haja ódio e desespero no coração. NÃO adianta o auxílio do Plano Superior, quando o homem não se preocupa em retê-lo.  A...

Saudações

Toda saudação deve basear-se em pensamentos de paz e alegria.  Pense no seu contentamento quando alguém lhe endereça palavras de afeto e simpatia, e faça o mesmo para com os outros.  Mobilize o capital do sorriso e observará que semelhante investimento lhe trará precioso rendimento de colaboração e felicidade.  Uma frase de bondade e compreensão opera prodígios na construção do êxito.  Auxilie aos familiares com a sua palavra de entendimento e esperança.  Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece o dia, à maneira do Sol — esquecendo a sombra e brilhando de novo.  Espírito André Luiz, do livro Sinal Verde, psicografado por Chico Xavier.  

Sinais de rumo

As perguntas chegam até nós tão confiantemente vestidas de sinceridade que não seria justo desconhecê-las. De que modo se conquista a tranquilidade, no Mais Além? Como desvencilhar-se a criatura das paixões que, por vezes, lhe agrilhoam o espírito às dificuldades terrestres? Qual a senda justa em que a infância possa ser conduzida a futuro melhor? Em que faixa da existência consegue a maturidade maiores recursos para a sublimação própria? Que fazer para que o lar se faça mais feliz? Que atitudes adotar para o encontro com o equilíbrio íntimo? Como interpretar as dissensões em família? Onde o processo de extinguir o ódio que impõe tantos males à espécie humana? Em que diretrizes consegue a pessoa vencer a si mesma, ante a necessidade do autoaperfeiçoamento? Onde os meios de entender a dor e aceitá-la, a benefício próprio? Em que lugar descobrir a trilha de elevação? Leitor amigo, para os feixes de indagações quais estas, que recebemos constantemente de companheiros corporificados na ...

Provas da virtude

A riqueza material é chamada na Terra a provas características.  Quando não se associa ao trabalho e ao progresso, à educação ou à beneficência, perde nos exames da vida, rebaixando-se à condição de avareza.  A virtude é também constantemente intimada a testes que lhe confirmem o valor.  Que será do ignorante sem professor que o instrua; do enfermo sem alguém que o assista com o remédio necessário; do cego sem guia; da criança absolutamente desvalida de apoio com que se lhe dê orientação?  Se já te equilibraste, do ponto de vista do sentimento e do raciocínio, detendo a possibilidade de conservares o pensamento reto, por cima dos próprios ombros, compadece-te dos irmãos que ainda não te alcançaram a eminência espiritual e ampara-lhes o reajuste, em bases de simpatia e cooperação.  Recorda que Deus a ninguém desampara. E semelhante princípio começa a patentear-se nos departamentos mais simples da natureza.  A roseira é um emaranhado de espinhos ornamentad...

O homem ante a vida

No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. Quem somos? Donde viemos?  Onde a estação de nossos destinos? À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do ser, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto. Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha. Reconhece a estreiteza do círculo em que respira. Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve. Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela. Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo q...

Aborto delituoso

Reunião pública de 9/1/59 Questão nº 358 Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais…  Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância…  Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra de nervos, em toda parte e, para coibir semelhantes fecundações de ignorância e delinquência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão. Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza…  Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam a morte dos próprio...

Alma e Corpo

Disse a Alma, chorando, ao Corpo aflito: —Por que me prendes, triste barro escuro, Se busco o Espaço imenso, se procuro O império resplendente do infinito? Por que me deste a dor por sambenito* No caminho terrestre áspero e duro? Por que me algemas a sinistro muro, O coração cansado, ermo e proscrito? Mas o Corpo exclamou: – Cala-te e ama! Eu sou, na Terra, a cruz de cinza e lama Que te serve de ninho, templo e grade…  Mas dos meus braços partirás, um dia, Para a glória celeste da alegria, Nos castelos de luz da eternidade!…  *—Vestuário. Espírito Antero de Quental, do livro Relicário de Luz, psicografado por Chico Xavier.