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Caminha

A tarefa com Jesus é semelhante a grande caminhada.  Em plena marcha, compreenderás que o serviço do bem não te permite o luxo do repouso desnecessário.  Os apelos para que te interrompas surgem, habitualmente, de muitos modos.  É o cântico das sereias da antiga imagem literária, induzindo-te a distrações, que te imobilizem no esquecimento.  É a lamentosa alegação de cassandras do pessimismo, inventando fadigas que não sentes, tentando paralisar-te.  São companheiros que se envolvem na trama de intrigas e melindres a te requisitarem para o desequilíbrio.  São amigos que te deixam a sós, receando perder as vantagens que os vinculam a paixões possessivas.  Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes.  Seja qual for o convite que te façam para que te detenhas no campo cinzento da inércia, não te prendas a semelhante domínio da sombra.  Serve e caminha.  Espírito Emmanuel, do livro Convivência psicografado por Chico Xavie...

A oferenda cristã

Antigamente, a fé exibia nos templos as vísceras fumegantes dos animais mortos, quando não imolava o sangue humano para aliciar a simpatia dos gênios inferiores categorizados à conta de anjos e deuses, nos santuários primitivistas.  Espetáculos deprimentes desdobravam-se diante do altar, gerando o temor e a superstição que orientavam a magia vulgar.  Evoluída a fé, o incenso e a mirra, as essências e os perfumes substituíram as ofertas sanguinolentas, modificando o culto exterior e amenizando os costumes.  Com Jesus, entretanto, as oferendas da fé são justas e expressivas.  O discípulo do Evangelho é convidado a imolar a si mesmo, nas áreas da renúncia pelo bem dos semelhantes, a fim de que a Terra se faça o templo do Amor Divino.  Com Cristo, não mais oblatas de sangue e lágrimas, nem dádivas de prata e ouro…  Não mais o ceticismo da ignorância, nem a exaltação de interesses mesquinhos, mas, sim o próprio coração do aprendiz erguido ao trabalho da felic...

Desengano

– “Caridade! Dom Júlio! Um pão dormido, Tenho fome e este frio me enregela!… ” – “Nada tenho a doar para a favela, Caridade é palavra sem sentido!… ” Assim falou Dom Júlio Barbarela, Mostrando coração empedernido…  Odiava escutar qualquer pedido, No ouro e no egoísmo se encastela…  Já velho, viu a Morte…  Espantadiço, Clamou: – “Darei meu ouro e meu serviço! …  Morte, somente peço dias calmos!… ” Mas, disse a Morte: – “Estás em despedida, Das terras que tiveste em toda a vida, Terás agora apenas sete palmos… ” Espírito Valentim Magalhães, do livro Confia e Serve, página psicografada por Chico Xavier.  

No campo da mediunidade

O cérebro físico é um aparelho de complicada estrutura. Constitui-se de células emissoras e receptoras, que servem nos mais diversos centros mentais, reguladores da vida orgânica. Imantam-se, dentro dele, poderosas correntes magnéticas, a flutuarem sobre o líquido cérebro-espinhal, como a engrenagem de um motor em óleo adequado, produzindo vibrações elétricas com a frequência de dez a vinte por segundo. Daí parte infinidade de ordens, endereçadas ao sistema nervoso, ao aparelhamento endocrínico e aos órgãos diversos.  O cérebro, porém, tal qual é conhecido na Terra, representa a parte visível do centro perispiritual da mente, ainda imponderável à ciência comum, no qual se processa a elaboração do pensamento, que escapa à conceituação humana.  Referimo-nos a semelhante quadro para comentar a necessidade da cooperação do servidor mediúnico, ao intercâmbio entre os dois planos, visível e invisível. A tese do animismo, não obstante respeitável, pelas excelentes intenções que a ...

A Esmola Maior

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus”. I João, 4:7. No estudo da caridade, não olvides a esmola maior que o dinheiro não consegue realizar.  Ela é o próprio coração a derramar-se, irradiando o amor por sol envolvente da vida.  No lar, ela surge no sacrifício silencioso da mulher que sabe exercer o perdão sem alarde para com as faltas do companheiro; na renúncia materna do coração que se oculta, aprendendo a morrer cada dia, para que a paz e a segurança imperem no santuário doméstico; no homem reto que desculpa as defecções da esposa enganada sem cobrar-lhe tributos de aflição; nos filhos laboriosos e afáveis que procuram retribuir em ternura incessante para com os pais sofredores as dívidas do berço que todo ouro da terra não conseguiria jamais resgatar. No ambiente profissional é o esquecimento espontâneo das ofensas entre os que dirigem e os que obedecem, tanto quanto o concurso desinteressado e fraterno dos companheiros que sabem sorrir nas hora...

No apostolado feminino

O apostolado das Mães é o serviço silencioso com o Céu, em que apenas a Sabedoria Divina pode ajuizar com exatidão. Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus. Ele conhece o holocausto das mães sofredoras e desoladas e sustenta-lhes o ânimo através de processos maravilhosos de sua sabedora infinita, assim como alimenta a seiva recôndita das árvores benfeitoras. Um instituto doméstico, em muitos casos, é cadinho purificador. Aí dentro, as opiniões fervilham na contenda inútil das palavras, sem edificações úteis; velhos ódios surgem à tona das discussões e sentimentos, que deveriam permanecer esquecidos para sempre, aparecem à superfície das situações, embora muitas vezes imanifestos nos entendimentos verbais. O que nos interessa, porém, é a nossa redenção. O sacrifício é a nossa abençoada oportunidade de iluminação. Sabemos, no entanto, que para o carinho maternal, o combate é intraduzível. Na batalha sem sangue no coraçã...

Pobreza e riqueza

O pobre, pobre de humildade e de espírito de serviço, é o irmão dileto do rico, rico de avareza e indiferença. O pobre, rico de resignação e de atividade no bem, é o companheiro ideal do rico, rico de bondade e entendimento. Pobreza e riqueza são portas abertas à glorificação espiritual. Na primeira, é mais fácil aprender a servir, na segunda, a ciência de dar exige agradável acesso. Não vale a pobreza sem a conformação e ruinosa é a riqueza insensata. Todos os homens, na intimidade de si mesmos, são defrontados por desafios da carência e da fortuna que os convocam ao esforço de sublimação. Aquele que se empobrece de ignorância e maldade, buscando enriquecer-se de amor e sabedoria, no serviço ao próximo, através do trabalho e do estudo incessantes, adquirindo compreensão e conhecimento, luz e paz, diante das Leis Divinas, é, de todos os pobres e de todos os ricos, o homem mais valioso e mais feliz. Espírito André Luiz, do livro Caridade psicografado por Chico Xavier.